Antena 1 SP FM

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Mototaxista é baleado em tentativa de assalto

O mototaxista Felipe Souza de Gandu sofre tentativa de assalto, quando pilotava sua moto na BR 101, entre Wenceslau Guimarães e Teolândia. Logo que, percebeu que era assalto Filipe fugiu e foi baleado de raspão.
A tentativa de assalto ocorreu nesta noite (5), quando dois homens tentaram abordar o mototaxista. Filipe deu entrada no hospital Nelson David Ribeiro. Passou por uma avaliação médica e foi liberado em seguida sem lesão grave.
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terça-feira, 5 de julho de 2016

Instalação de nova empresa de internet em Gandu estaria sendo dificultada por funcionários da prefeitura

Segundo informações, os dois funcionários da prefeitura estariam fazendo uma série de exigências documentais e cobrando taxas abusivas antes mesmo da empresa começar a funcionar

Uma denúncia de coação envolvendo dois funcionários da prefeitura de Gandu, no baixo sul da Bahia, dá conta de que representantes de uma empresa de fornecimento de internet à cabo, a “SAVNET”, estariam encontrando dificuldades para tentar abrir uma filial da empresa no município. Com sede na cidade de Ubaíra, no centro-sul do estado, sócios da empresa realizaram pesquisa de mercado e detectaram que em Gandu, é grande a reclamação sobre a única empresa de fornecimento de internet que opera no local e que cabe a instalação de uma concorrência.
Segundo informações, os dois funcionários da prefeitura estariam fazendo uma série de exigências documentais e cobrando taxas abusivas antes mesmo da empresa começar a funcionar. Os nomes dos funcionários ainda não foram revelados.
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Prefeito de Itamari é afastado em operação da PF contra fraudes na Educação

Essa é a segunda vez neste ano que a Polícia Federal vai até ao município no baixo sul baiano


O município de Itamari, distante 326 km de Salvador, voltou a receber nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (05) a visita de agentes da Polícia Federal. Segundo informações preliminares, as viaturas da PF chegaram à cidade por volta das 05h00 e se dirigiram direto para a casa do prefeito Valter Andrade da Silva Junior, o “Nego”.
Nesta etapa, são cumpridos 15 mandados de condução coercitiva, um mandado de busca e apreensão e quatro mandados de medidas cautelares diversas da prisão nas cidades de Jequié e Itamari.
Dentre as medidas estão o afastamento das funções públicas e proibição de acessar repartições públicas municipais do prefeito de Itamari, Valter Andrade Júnior, da primeira dama, da secretária de Educação e do procurador do município. Além disso, diversos servidores públicos da área de educação estão sendo conduzidos para prestar esclarecimentos sobre as inconsistências detectadas.
Um inquérito policial foi instaurado para apurar irregularidades identificadas na aplicação de recursos oriundos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Segundo as investigações, no ano de 2013, o Ministério da Educação (MEC) fez repasses de R$ 4.217.603,07 ao município, dinheiro que deveria custear as atividades da rede escolar municipal. Porém, verificou-se que não houve o cumprimento dos dias letivos mínimos estabelecidos pelo MEC e os documentos foram forjados para comprovar, falsamente, a execução de toda a carga horária.
Na primeira etapa da operação, a Polícia Federal apreendeu provas e documentos que comprovam as práticas ilícitas, o que motivou as novas medidas para o Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília.

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domingo, 3 de julho de 2016

Brasil ganha banda larga por satélite a preços “acessíveis”; veja os planos

ravés de um evento realizado na manhã desta terça-feira (28), a empresa norte-americana de telecomunicações Hughes anunciou oficialmente a chegada do HughesNet, seu serviço de banda larga via satélite, ao território brasileiro. Embora seja relativamente desconhecida, a companhia já atua em nosso país desde 1968, quando vendeu satélites de comunicação para as forças militares nacionais.
Com a HughesNet, a companhia pretende ofertar internet de alta qualidade em regiões não atendidas por teleoperadoras que trabalham com ADSL ou fibra óptica, como áreas rurais e pequenas cidades do interior dos estados. De acordo com os executivos da companhia, a Hughes vem para atender aos usuários que têm renda para contratar uma infraestrutura de banda larga robusta, mas que não são suportados por outras provedoras.
Além disso, o serviço terá como base a banda Ka, uma frequência na qual satélites de alta capacidade podem trabalhar a um custo mais baixo — e isso obviamente se reflete em um preço ligeiramente menor ao consumidor final. Os planos da HughesNet poderão ser contratados a partir da sexta-feira (1º de julho), sendo que o suporte, a instalação e o pós-venda ficarão a cargo da empresa parceira Elsys.
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Antena que recebe o sinal de internet banda larga da Hughes

Quanto custa?

O plano residencial mais econômico da HughesNet custa R$ 249,90 e oferece 10 MB de download e 1 MB de upload, sendo necessário arcar ainda com uma taxa de adesão de R$ 359,90. O pacote tem duas franquias distintas: 15 GB para usar em qualquer horário e 20 GB para uso noturno, da 00h às 7h (totalizando 35 GB). A ideia é incentivar o internauta a baixar arquivos pesados durante a noite, quando os satélites estão com menor fluxo de usuários.
Há ainda o plano de 15 MB de download e 1,5 MB de upload, que custa R$ 349,90 e tem franquia total de 50 GB (sendo 20 GB normais e 30 noturnos). Por fim, o pacote top de linha oferece 20 MB de download e 2 MB de upload por R$ 449,90 — a franquia total é de 65 GB (25 GB normais e 40 GB noturnos). A taxa de adesão é a mesma para todos os planos.
Tabela de planos residenciais
Ao exceder sua franquia, o internauta poderá continuar navegando com internet reduzida (de 500 Kbps a 1 Mbps) ou adquirir mais 1 GB por R$ 29,90. Os executivos da companhia explicam que esse modelo de cobrança é necessário, visto que, sem eles, “o cliente que navega mais estaria ocupando o espaço daquele que navega menos”. Além disso, a HughesNet promete trabalhar com uma latência (ping) de 600 ms a 800 ms.
Promocionalmente, o consumidor poderá testar qualquer um dos planos por até 30 dias e cancelar a assinatura sem pagar a mensalidade ou a multa de fidelidade (os pacotes têm contrato de 12 meses). A assinatura poderá ser feita pelo site oficial da HughesNet (http://www.hughesnet.com.br/), pela rede credenciada da Elsys ou pelo telefone 4003-5111.
A companhia oferecerá três planos de internet residencial

Planos corporativos e expansão pelo Brasil

A HughesNet também oferecerá três planos corporativos: o de 15 MB de download e 3 MB de upload (R$ 459,90), o de 20 MB de download e 4 MB de upload (R$ 659,90) e o de 25 MB de download e 5 MB de upload (R$ 859,90). As franquias são de, respectivamente, 40 GB, 60 GB e 80 GB, sendo que a divisão de franquia normal e noturna formam exatamente a metade do valor integral (por exemplo, 20 GB de dia e 20 GB de noite).
Vale observar que a principal diferença desses pacotes é velocidade maior para upload e a franquia mais robusta durante o horário comercial, visto que, naturalmente, as companhias usam mais internet ao longo do dia. A taxa de adesão desses planos custa R$ 469,90, e o contrato de fidelidade é válido por 24 meses.
Vale observar que, neste primeiro momento, a HughesNet estará disponível em um total de 4 mil municípios brasileiros, cobrindo cerca de 80% do território nacional. Até 2018, a marca pretende expandir sua cobertura para 90%, e, em 2020, atender 100% do país.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Como usar WhatsApp bloqueado com VPN no 3G, 4G e no Wi-Fi

Se a Justiça tiver enviado essa determinação para todas as empresas de internet do Brasil, não apenas as operadoras mobile, o WhatsApp vai ficar bloqueado em qualquer rede, inclusive no WiFi da sua casa. Vai ser basicamente a mesma situação que acontece quando você tenta acessar um site de streaming que não opera no Brasil, por exemplo, e os servidores do site são bloqueados por região. Só que, nesse caso, o bloqueio vai acontecer internamente, e não externamente.
Porém, será possível acessar o mensageiro por meio de uma VPN, camuflando sua localização no globo e redirecionando seu tráfego por outro país. Ainda assim, é preciso que seus amigos e familiares façam o mesmo para que vocês possam conversar durante esse período.

Avisos importantes

O bloqueio do WhatsApp durará apenas 48 horas, encerrando-se na madrugada de sexta-feira para sábado. Isso significa um tempo relativamente pequeno sem um dos mensageiros mais populares do mundo, o que pode não ser algo tão prejudicial – especialmente para aqueles que não largam o smartphone por conta do aplicativo.
O uso de redes VPNs que ensinaremos a seguir tem um ponto negativo bastante incômodo: os seus contatos também devem usar a rede para poder ser cominicar com você. Por conta disso, é bom deixarmos claro que nem mesmo que você siga os passos ao pé da letra, tudo vai funcionar corretamente.
Além disso, com o aumento de demanda para a utilização de redes VPN, pode ser que os aplicativos e os servidores que usam esse formato fiquem um pouco sobrecarregados. Estamos constatemente atualizando esta matéria para adiconar outras alternativas ao que apresentaremos a seguir.

Qual VPN usar?

Os três principais sistemas operacionais mobile contam com alternativas de VPN que podem ajudar nesta ocasião. Basta baixar os aplicativos gratuitos, configurar sua conta de usuário, e pronto: você estará navegando na rede como se estivesse acessando o conteúdo a partir de outro país.

No Android e iOS:

1. Baixe e instale o aplicativo Betternet : Unlimited Free VPN na Play Store ou no iTunes Store;
2. Abra o aplicativo e deslize para a direita até encontrar o mascote do aplicativo com o escudo cinza. Selecione "CONNECT" para conectar a uma VPN. A escolha do servidor é feita pelo próprio app, dispensando a necessidade de você precisar selecionar uma opção. Quando houver conexão, o escudo vai ficar azul e o mascote do aplicativo vai ficar sorrindo. Para desconectar, basta apenas selecionar "DISCONNECT".
3. A partir desse momento, o smartphone já estará conectado a internet utilizando uma VPN. Dessa forma, o funcionamento do WhatsApp – e outros serviços bloqueados – devem voltar ao normal e podem ser utilizados normalmente. Vale ressaltar que, caso você queira conversar com outras pessoas através de serviços bloqueados, elas também precisam acessar a internet por meio de uma VPN.
Confira outras alternativas:
No momento, alguns softwares podem apresentar desempenho melhor ou pior dependendo de muitos fatores, então estamos testando várias opções distintas em busca daquelas que se apliquem satisfatoriamente ao maior número de pessoas. Traremos atualizações com nossos resultados em breve, então fiquem ligados!

Não quer tanto trabalho?

Usar uma VPN parece ser muito trabalhoso para você? Então que tal apostar em uma alternativa ao mensageiro que vai ficar bloqueado por 48 horas? Nós separamos 10 alternativas para substituir o WhatsApp para que você não fique sem se comunicar com os seus amigos e familiares. São muitas opções, muitas delas disponíveis para Android, iOS e Windows Phone. Qual delas você pretende usar?

Órgãos de defesa do consumidor protestam contra bloqueio do WhatsApp

Desde as 14h desta segunda-feira, 2, o aplicativo de mensagens WhatsApp está fora do ar no Brasil. O bloqueio partiu de uma ordem judicial e está previsto para durar mais de dois dias. Órgãos de defesa do consumidor se prontificaram a anunciar que são contra a decisão do juiz Marcel Montalvão (Lagarto-SE).
Segundo a Proteste, Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, o juiz agiu contra a lei ao ferir "duas garantias que são pilares do Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965): a neutralidade da rede e a inimputabilidade, ou seja, o fato de que os provedores de conexão não respondem pelos ilícitos, praticados por terceiros, estabelecidos pelo Marco Civil".
Ainda de acordo com a associação, a medida traz "prejuízos inestimáveis ao impedir milhões de brasileiros de trocar mensagens instantâneas, que hoje desempenham um papel fundamental na comunicação da sociedade". O órgão tem também uma petição, chamada "Não Calem o WhatsApp", que já conta com mais de 130 mil adesões.
O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) diz, em nota, que compartilha da mesma posição que a Proteste sobre o assunto. "Na visão do Idec, o bloqueio do aplicativo é desproporcional e prejudicial ao consumidor", diz o órgão, reiterando que "outras medidas podem ser tomadas pela Justiça para impor sanção ao WhatsApp sem causar tantos prejuízos aos consumidores".

Operadoras seguem ordem judicial, e WhatsApp está bloqueado no Brasil

O WhatsApp está oficialmente bloqueado no Brasil. As operadoras cumpriram a decisão judicial que determinava o impedimento de uso do serviço no país por 72 horas, após o aplicativo não cumprir decisão judicial.
As operadoras foram ordenadas a cumprirem a determinação de bloqueio do app. Se não fizerem isso, estarão sujeitas a multa diária de R$ 500 mil.
A decisão foi tomada no último dia 26 pelo juiz Marcel Montalvão, da cidade de Lagarto (SE), o mesmo que solicitou a prisão de Diego Dzodan, vice-presidente do Facebook na América Latina, no início de março.  
De acordo com o Tribunal de Justiça de Sergipe, o bloqueio faz parte do mesmo processo que levou à prisão o executivo. Dzodan passou apenas uma noite na prisão e, em seguida, recebeu um habeas corpus e foi solto.
O processo exige que o WhatsApp divulgue dados sigilosos de conversas pelo aplicativo que poderiam auxiliar na investigação sobre um esquema internacional de tráfico de drogas. A empresa disse ao Olhar Digital, no entanto, que não é capaz de atender às solicitações da justiça brasileira, já que ela não armazena dados em seus servidores.
O fato de não armazenar os dados em seus servidores é apenas uma parte da história. O WhatsApp também aplica criptografia de ponta-a-ponta em todas as mensagens do serviço, o que significa que, mesmo se elas fossem armazenadas, não seria possível compreendê-las.

WhatsApp explica por que não entrega os dados que a polícia brasileira pede

O WhatsApp entrou em rota de colisão com a Justiça brasileira nos últimos tempos. Primeiro, o aplicativo foi ameaçado de suspensão; depois, no fim do ano passado, foi banido por algumas horas no país. Na semana passada, o vice-presidente do Facebook (empresa dona do WhatsApp), Diego Dzodan, foi preso pela Polícia Federal por causa, justamente, da falta de colaboração em investigações policiais. Podem ser casos distintos, envolvendo crimes diferentes, mas o problema entre Justiça e WhatsApp é o mesmo.
O aplicativo não fornece as informações solicitadas pelas autoridades, e isso tem causado atritos, levando a estas atitudes extremas de juízes pelo país. Mas, afinal de contas, por que o WhatsApp não colabora? Para entender o caso, o Olhar Digitalconversou com Matt Steinfeld, diretor de comunicação do aplicativo, que esclareceu a situação.
A alegação da empresa é simples: NENHUMA mensagem é guardada em seus servidores. Não importa quantas vezes a Justiça brasileira (ou de qualquer outro lugar do mundo) pedir, o WhatsApp não pode oferecer o que ele não tem.
O mais interessante de toda esta situação é que, mesmo que armazenasse as mensagens, pouco poderia ser feito para ajudar a Justiça, porque o aplicativo aposta em criptografia end-to-end, que, basicamente, significa que as mensagens saem do celular já criptografadas, fazem todo o trajeto celular-servidor-outro celular e só são desencriptadas quando chegam ao recipiente final, para que ele possa ler o que foi escrito. Ou seja: mesmo que guardasse estas mensagens e fotos, o WhatsApp não teria a chave para poder vê-las, ou para permitir que as autoridades as vejam.
 
Isso é importante por vários motivos. Para o WhatsApp, é a garantia que pode oferecer aos usuários de que suas mensagens não serão interceptadas, por qualquer motivo, seja para o caso do cibercrime, seja para o caso de ciberespionagem governamental (de qualquer governo que seja).
Confira abaixo como foi o bate-papo com Matt Steinfeld. 
Olhar Digital: Por que o WhatsApp não entrega as mensagens que as autoridades brasileiras estão pedindo?
Reprodução
Matt Steinfeld: No caso recente, nós cooperamos totalmente dentro de nossas capacidades. Há alguns recursos do WhatsApp que limitam a nossa capacidade de fornecer informações nestas investigações.
É importante observar que o WhatsApp não armazena o conteúdo das mensagens. A partir do momento em que entregue entre duas pessoas, ela é apagada dos nossos servidores. Nós só temos nossos servidores com o propósito de entregar as mensagens. Não mantemos registros sobre o que as pessoas conversam nos nossos servidores.
Outra coisa importante é que nos últimos dois anos, nós implantamos um recurso chamado criptografia ‘end-to-end’. Ela basicamente ‘bagunça’ a mensagem enviada, o que inclui texto, fotos, vídeos, clipes de voz para que ela não possa ser acessada por cibercriminosos ou outros agentes maliciosos. Nós fazemos isso porque as pessoas que se comunicam usando o WhatsApp compartilham informações muito pessoais e íntimas com seus amigos e familiares. As pessoas usam o WhatsApp para falar com seus psiquiatras, com seus médicos, seus parceiros de negócios, e eles querem que estas comunicações sejam mantidas em segurança.
O que isso significa é que o próprio WhatsApp não pode acessar o conteúdo das mensagens das pessoas. Se nós vamos proteger as mensagens de cibercriminosos, isso também significa que nós não podemos lê-las. Por causa disso, somos muito limitados nas informações que nós somos capazes de oferecer.
Se você observar o caso desta semana, nós afirmamos muito claramente: não podemos oferecer informações que nós simplesmente não temos.
OD: Então, mesmo se vocês armazenassem estas mensagens, vocês não seriam capazes de lê-las?
MS: Exatamente.
OD: Como funciona a criptografia no WhatsApp?
MS: Nós usamos um tipo de criptografia end-to-end de código aberto, uma ferramenta chamada TextSecure criada pelos engenheiros de uma empresa chamada Open Whisper Systems [NOTA DA REDAÇÃO: o protocolo TextSecure é aprovado por Edward Snowden, ex-analista da CIA, para a troca de mensagens seguras].
Vamos supor que eu tente mandar uma mensagem para você pelo WhatsApp. Eu abro meu celular, abro o aplicativo para mandar uma mensagem... quando eu abro uma janela de chat, o que acontece por trás das cortinas é que uma chave de encriptação é trocada entre nós. Isso cria um canal seguro para comunicação; só eu e você temos a chave para desbloquear esta comunicação.
Quando eu mando uma mensagem, aquela chave que nós compartilhamos desencriptará a mensagem. Ela é enviada pelos nossos servidores até o seu aparelho em uma forma criptografada, chegará ao seu aparelho, e porque você tem esta chave, ela irá desencriptar a mensagem, para que você possa lê-la.
Esta mensagem é uma nova chave. Então, se você quiser responder à minha mensagem, o sistema lhe dá uma nova chave, para que a sua resposta seja encriptada com uma chave completamente diferente. Este tipo de criptografia se chama “Forward Secrecy”. O motivo pelo qual isso é importante, é que, se, por um acaso, alguém tem acesso à nossa chave da nossa primeira mensagem, ele só será capaz de ler uma das nossas mensagens, porque todas as outras usam uma chave de encriptação diferente.
Então, em caso de um ataque, para ter acesso às suas mensagens, a pessoa teria que quebrar a criptografia em cada uma das mensagens, o que é uma tarefa gigantesca.
OD: O caso do WhatsApp no Brasil parece muito similar ao da Apple nos Estados Unidos. Lá, o WhatsApp apoia a Apple no caso contra o FBI. Você acha que o WhatsApp poderia receber um apoio parecido de gigantes de tecnologia no Brasil?
MS: Essa é uma questão a ser feita para as outras empresas. O que é único no caso da Apple é que a empresa está recebendo um pedido para, essencialmente, enfraquecer sua própria segurança. Há um esforço do governo para exigir que a Apple degrade seus sistemas. É algo que nós também não gostaríamos de fazer, seja nos EUA, seja no Brasil. Então há similaridade entre os dois casos.
OD: Vocês chegaram a receber alguma solicitação para enfraquecer a segurança do WhatsApp?
MS: A solicitação que nós recebemos neste caso, em que cooperamos o máximo possível devido à arquitetura do nosso serviço, era por informações adicionais que nós não temos. Como resultado, as autoridades prenderam um executivo do Facebook que não tem nenhuma autoridade sobre o WhatsApp.
Se nós tivéssemos a informação que eles pediam neste caso, nós teríamos que degradar nossos sistemas, e não é algo que estamos dispostos a fazer, porque milhões de brasileiros confiam no WhatsApp todos os dias para que suas comunicações sejam mantidas em segurança. Não há como degradar o sistema por um instante específico sem degradá-lo para todo mundo.
OD: Há alguma chance de o WhatsApp deixar de oferecer seus serviços para os brasileiros?
MS: Nós certamente não queremos este resultado. O que estamos tentando fazer é educar as pessoas para que entendam como nossos servidores funcionam, para que fique claro que nós não armazenamos as mensagens, e que elas são encriptadas, para que as pessoas entendam os motivos pelos quais fazemos isso, para manter as conversas privadas a salvo de criminosos e hackers.
Estamos focados em fazer as pessoas entenderem isso e como isso as beneficia, porque o Brasil é um país muito importante para o WhatsApp, com mais de 100 milhões de usuários, então queremos continuar no país por um longo tempo.
OD: Vocês enfrentam problemas em outros países, ou isso é uma exclusividade do Brasil?
MS: Há investigações policiais em várias partes do mundo, e o que tentamos fazer é estabelecer canais para que as autoridades tragam suas requisições para nós. Uma das coisas que oferecemos em todos os países é um canal dedicado para pedidos de emergência para quem procura informações para ajudar em uma situação urgente. Nós facilitamos estes pedidos.
Nós também participamos de tratados internacionais que permitem pedidos governamentais por dados do WhatsApp, dos quais também participam a maioria das grandes empresas de tecnologia no mundo.
Então há vários caminhos para que as autoridades em todos os países, não só no Brasil, possam pedir informações ao WhatsApp. Nós cooperamos o quanto nós podemos, e queremos deixar claro para as pessoas que estes canais existem.

ATUALIZAÇÃO: Entramos em contato com o WhatsApp para esclarecer se, ao não coletar nenhum dado de seus usuários, não estaria ferindo o Marco Civil, que diz que os serviços de internet precisam guardar informações por seis meses. Eis a resposta:
  • Temos cerca de 125 funcionários, todos em nossa sede na Califórnia. Não temos escritórios fora os EUA, inclusive no Brasil.
  • O Brasil é um país importante para nós. Respeitamos as pessoas e as leis do Brasil e de outros países em que nossos usuários estão localizados. Respeitamos o papel da aplicação da lei e temos canais dedicados para responder aos pedidos de justiça brasileira, bem como às autoridades de todo o mundo.
  • Nós nos esforçamos para satisfazer as normas legais brasileiras sempre que possível.
  • Mas não podemos implementar algo que não é tecnicamente viável com a forma como o nosso serviço opera.
  • Operamos um serviço de mensagens global. As pessoas costumam usar nosso aplicativo para comunicação com pessoas de outros países. Como resultado, nós oferecemos o mesmo aplicativo em todos os lugares que operamos.
  • Coletamos pouca informação sobre nossos usuários, e não armazenamos mensagens. Isso nos permite oferecer às pessoas uma experiência rápida, segura e confiável para todos os nossos usuários, independentemente de onde eles estão localizados.
 

Entenda por que o WhatsApp voltará a ser bloqueado

Por conta de uma decisão judicial do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ-SE), o WhatsApp voltará a ser bloqueado no Brasil hoje a partir das 14h. O bloqueio deve durar 72 horas a não ser que outra decisão judicial determine seu fim, como aconteceu da última vez.
De acordo com o Tribunal de Justiça de Sergipe, o bloqueio faz parte do mesmo processo que levou à prisão de Diego Dzodan, vice-presidente do Facebook na América Latina, em março de 2016. Dzodan passou apenas uma noite na prisão e, em seguida, recebeu um habeas corpus e foi solto.
O processo exige que o WhatsApp divulgue dados sigilosos de conversas pelo aplicativo que poderiam auxiliar na investigação sobre um esquema internacional de tráfico de drogas. A empresa disse ao Olhar Digital, no entanto, que não é capaz de atender às solicitações da justiça brasileira, já que ela não armazena dados em seus servidores.
Recentemente, o WhatsApp passou a incorporar criptografia ponta-a-ponta em todas as conversas. Caso descumpram a decisão e não bloqueiem o funcionamento do aplicativo, as operadoras de telecomunicações estarão sujeitas a multa de R$ 500 mil por dia de descumprimento da decisão judicial.

Telegram: saiba como usar a melhor alternativa ao Whatsapp

A Justiça voltou a determinar o bloqueio do WhatsApp no Brasil, desta vez por 72 horas. As operadoras devem desativar o serviço a partir das 14h de hoje sob multa de R$ 500 mil por dia caso descumpram a decisão.
Na ausência do WhatsApp, o Telegram ganha destaque. O aplicativo funciona basicamente da mesma forma que o rival americano: baseando-se na sua lista de contatos do celular, é possível criar chats e conversas em grupo apenas usando o número de telefone de cada usuário.
Não é à toa que o Telegram foi a primeira opção dos "órfãos" de Whatsapp. O aplicativo roda muito bem e rapidamente em qualquer aparelho, independentemente das configurações. Enquanto o Whatsapp chega a ocupar 7MB de memória RAM em modo suspenso, o Telegram não passa de 5MB, por exemplo.
No espaço de armazenamento interno, também não há do que reclamar. A versão mais recentemente atualizada do Telegram está disponível para download para Android, iOS e Windows mobile a partir de 10MB. Instalado, o aplicativo pode ser transferido para o cartão SD ou microSD e ocupa cerca de 33MB.
O app é totalmente gratuito - sem aquela história de "grátis por um ano", como o Whatsapp - e não vem com anúncios ou outro tipo de conteúdo pago. O design é simples, limpo e dinâmico, o que ajuda a torná-lo mais rápido e eficiente do que os concorrentes.
Outro diferencial é a própria arquitetura do Telegram. O aplicativo é baseado na nuvem, o que diminui o peso sobre o hardware do seu smartphone. Além disso, são diversas as opções de criptografia e segurança para garantir que suas conversas e mensagens não sejam facilmente vazadas na web.
Você pode sincronizar o app para acessá-lo em mais de uma plataforma simultânea, como no PC e no navegador. O Telegram é também open-source, o que significa que desenvolvedores de todo o mundo podem contribuir para trazer novos recursos e funções ao aplicativo.
Se você não pode ficar sem Whatsapp, o Telegram é uma excelente alternativa - embora não tenha ainda a mesma quantidade de usuários e nem a mesma aparência carismática do rival. Confira abaixo um passo a passo de como fazer a instalação:
Passo 1: Faça o download pela App Store (iPhone), pela Google Play (Android) ou pela Windows Store. Preste atenção aos dados que o aplicativo terá acesso - são os mesmos que qualquer outra rede social exige no seu celular, como o Facebook e o próprio Whatsapp.

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Passo 2: Uma série de imagens mostrando os benefícios do Telegram surgirão ao abrir o app. Você pode ignorá-las e tocar em "Comece a Conversar".
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Passo 3:
 Digite seu número de telefone, incluindo o código de área. Com base nele, o Telegram vai identificar que você é um usuário real e não um programa feito para espalhar spams.
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Passo 4:
 O Telegram vai te enviar um código de cinco dígitos por meio de SMS, confirmando o seu número de telefone. O app então detectará esse código automaticamente e já vai passar para a próxima etapa, em que você insere seu nome e sobrenome.
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Passo 5:
 Pronto! Agora é só iniciar seus chats, grupos ou conversas secretas.
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Justiça determina novo bloqueio do WhatsApp no Brasil

O WhatsApp será bloqueado novamente no Brasil. Isso porque a Justiça determinou que as operadoras de telefonia fixa e móvel bloqueiem o serviço de mensagens em todo o país por 72 horas. A medida passa a valer a partir das 14h desta segunda-feira, 2.
Com isso, as cinco operadoras do Brasil – Tim, Oi, Vivo, Claro e Nextel – são obrigadas a cumprirem a determinação judicial. Se não fizerem isso, estarão sujeitas a multa diária de R$ 500 mil.
A decisão foi tomada no último dia 26 pelo juiz Marcel Montalvão, da cidade de Lagarto (SE), o mesmo que solicitou a prisão de Diego Dzodan, vice-presidente do Facebook na América Latina, no início de março.  Até o momento não se sabe o motivo do novo bloqueio, uma vez que o processo corre em segredo de justiça.
Essa não é a primeira vez que o aplicativo é bloqueado no Brasil. Em dezembro, o WhatsApp já havia sido bloqueado durante 48 horas mediante uma investigação criminal. A determinação, no entanto, não durou o prazo previsto.
Na época, o app havia sido bloqueado por conta de uma represália da Justiça contra o WhatsApp pela recusa da empresa em fornecer informações sigilosas de suspeitos de uma investigação policial. 
Vale lembrar que, conforme o Olhar Digital noticiou em março, o delegado Fabiano Barbeiro, o mesmo que havia solicitado o bloqueio do WhatsApp no Brasil no final do ano passado, disse em entrevista à Rádio Câmara que poderia pedir novamente a suspensão do serviço do aplicativo. O motivo, neste caso, seria a falta de cooperação do aplicativo numa investigação que envolve o PCC, Primeiro Comando da Capital.
Até o momento o Facebook, empresa que comanda a operação do WhatsApp, e as operadoras de telefonia ainda não se pronunciaram sobre o assunto.

domingo, 1 de maio de 2016

Jovem estuprada, uma morte e dois baleados marcam final de semana violento em Gandu

Um intenso clima de violência pairou sobre a cidade de Gandu, distante 295Km de Salvador. Os casos ocorreram durante tarde e noite deste sábado (30), onde foram registrados três baleados e uma jovem estuprada. O resultado até agora é, a confirmação de uma morte e a especulação de mais uma durante a madrugada.
Os atos violentos no município deixou como vítima fatal o jovem Mateus Luiz Souza, de 24 anos, crime ocorrido durante a tarde na Praça Simões Filho e ferido gravemente Ícaro Santos, de 26 anos, envolvido na troca tiros.
Já durante a noite, duas jovens sofreram tentativa de estupro. Uma delas conseguiu escapar. A mesma sorte não teve a outra, que foi rendida pelo estuprador e arrastada até um terreno às margens da BR – 101, onde foi estuprada e espancada pelo acusado. A outra tentativa de homicídio aconteceu no bairro Teotônio Calheira e vitimou um outro jovem de prenome Gilmar. De acordo com as primeiras informações, este foi alvejado diversas vezes por disparos de arma de fogo. Ele foi socorrido e encaminhado para o Hospital de Base em Itabuna. Até o fechamento desta matéria não se tinha informações sobre o seu estado de saúde e pistas sobre os autores e motivação do crime.  

Troca de tiros deixa um morto e outro ferido no centro da cidade de Gandu

Uma intensa troca de tiros na tarde deste sábado (30) deixou duas pessoas baleadas no centro da cidade de Gandu, no interior da Bahia. O tiroteio aconteceu na Praça Simões Filho e causou correria e pânico em quem estava e passava pelo local no momento.
Segundo as primeiras informações apuradas, um dos alvos, de prenome Mateus, estava em um bar no Trevo da cidade, quando foi surpreendido e baleado por um outro rapaz.
Em contrapartida, o homem apontado como o autor dos disparos contra Mateus, teria sido surpreendido por policiais que estavam próximo ao local do crime e também foi alvejado.
Mateus, um dos feridos chegou a ser socorrido por uma equipe do SAMU e logo em seguida encaminhado para o Hospital Nelson David Ribeiro, mas morreu horas depois. Até o fechamento desta matéria não se tinha informações sobre o quadro de saúde do outro envolvido. A polícia vai investigar a motivação do crime.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Funcionário da Coelba morre em Piraí do Norte após receber forte descarga elétrica

Um funcionário da Coelba, morreu eletrocutado no inicio da tarde desta terça-feira (26), em uma estrada vicinal no município de Piraí do Norte, no sul do estado. A vítima, de dados ainda não revelados, fazia manutenção em uma rede elétrica entre Piraí e o povo de São Benedito, quando o acidente aconteceu.
De acordo com as informações, uma forte descarga elétrica teria atingindo o rapaz, que morreu na hora e ainda teve o corpo tomado pelas chamas com a força da voltagem.
Com a fatalidade, houve uma queda de energia no município de Piraí do Norte e no distrito do São Benedito. Outros funcionários da empresa serão ouvidos pela polícia para saber o que de fato facilitou a tragédia. A vítima morava em Gandu.